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Na Mira do Povo

Israel e Líbano retomam diálogo em Washington

Terceiro encontro mediado pelos EUA ocorre enquanto bombardeios israelenses e ações do Hezbollah seguem durante a trégua. Hezbollah.

Porto Velho, RO - Israel e Líbano se reunirão nos dias 14 e 15 de maio em Washington para uma nova rodada de negociações sob mediação americana, confirmou um funcionário do Departamento de Estado nesta quinta-feira, 7. Apesar do cessar-fogo vigente, ambos continuam com ações militares no território libanês.

Terceiro round diplomático

Será a terceira vez que representantes dos dois países se sentam à mesa com apoio dos Estados Unidos. Na reunião anterior, realizada em 23 de abril na Casa Branca com a presença do presidente Donald Trump e do vice-presidente J. D. Vance, foi anunciada uma extensão de três semanas da trégua.


Israel e Líbano estão tecnicamente em estado de guerra e não mantêm relações diplomáticas desde a fundação do Estado israelense, em 1948.

O secretário de Estado Marco Rubio declarou na terça-feira, 5, que um acordo de paz entre as partes era “perfeitamente viável” e apontou o Hezbollah como o principal entrave, afastando outras questões bilaterais como obstáculos relevantes.

Trégua sob pressão

O cessar-fogo não interrompeu as operações militares. Na quarta-feira, 6, forças israelenses realizaram um ataque nos subúrbios ao sul de Beirute — o primeiro desde o início da trégua naquela área — visando Ahmed Ali Balout, apontado como comandante da força de elite Radwan, do Hezbollah. O grupo não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu comentou o ataque no dia seguinte: “Ele provavelmente leu na imprensa que tinha imunidade em Beirute. Bem, ele leu e isso não é mais o caso”. Netanyahu completou: “Digo aos nossos inimigos da forma mais clara possível: nenhum terrorista tem imunidade”.

O Ministério da Saúde do Líbano registrou mais de 2.700 mortos desde o início do conflito em 2 de março. Após o cessar-fogo, o saldo é de ao menos 385 mortos e 685 feridos, com 12 vítimas nos ataques mais recentes. Por sua vez, o governo israelense informou a morte de 17 soldados no Líbano e 2 civis no norte do país durante o mesmo período.

Gaza no horizonte das negociações

O conflito se estende também à Faixa de Gaza, onde Israel controla mais de metade do território. Um bombardeio israelense matou Azzam al-Hayya, filho de Khalil al-Hayya — negociador-chefe do Hamas nas tratativas mediadas pelos EUA sobre o futuro do enclave.

Azzam foi o quarto filho do dirigente a morrer em ataques israelenses em Gaza. O episódio ocorreu enquanto líderes do Hamas se reuniam no Cairo para preservar o acordo de redução de hostilidades com Israel.

Fonte: O Antagonista

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