Banco ofereceu acordo a ex-funcionário que alega ter sofrido investidas sexuais e ofensas raciais de superiora. JPMorgan ofereceu 1 milhão de dólares a ex-funcionário, que não aceitou
Porto Velho, RO - O J.P. Morgan Chase tentou evitar um processo judicial ao oferecer US$ 1 milhão a um ex-funcionário que acusa o banco de ter tolerado assédio sexual e discriminação racial praticados por uma executiva, segundo o New York Times. As negociações não chegaram a um desfecho, e a ação foi protocolada no Tribunal Supremo do Estado de Nova York.
As acusações
O autor do processo, identificado nas peças judiciais como John Doe, é Chirayu Rana, ex-vice-presidente de uma equipe responsável por estruturar financiamentos para empresas com baixa classificação de crédito. Rana afirma ter sido alvo de investidas sexuais e comentários de teor racial por parte de Lorna Hajdini, diretora-executiva da área em que trabalhava.
Segundo a ação, Hajdini teria ameaçado o emprego de Rana caso ele não correspondesse às abordagens. O documento também classifica as condutas atribuídas à executiva como “equivalentes a crimes de ódio” e sustenta que dirigentes do banco tentaram obstruir a busca de Rana por novas oportunidades profissionais após sua saída, em outubro de 2025.
Posições em conflito
O J.P. Morgan afirma ter investigado as alegações internamente e concluído que elas não têm fundamento. O banco ainda informou que Rana recusou participar dessa apuração.
Em nota, o porta-voz Brian Marchiony declarou: “Tentamos chegar a um acordo para evitar o tempo e os custos de um litígio e para apoiar um funcionário que estava sendo ameaçado com o próprio dano reputacional que agora se desenrola”.
Os advogados de Hajdini negam as acusações e as descrevem como “inteiramente fabricadas”. A executiva não se manifestou diretamente.
O advogado de Rana, Daniel Kaiser, contestou a versão do banco: “Em meus mais de 30 anos de carreira como advogado trabalhista, nunca tive um réu empregador que tenha feito uma oferta tão substancial se realmente acreditasse que as alegações ‘não têm mérito’”.
Repercussão
O caso ultrapassou os limites do noticiário financeiro. O tabloide New York Post publicou nove reportagens sobre o tema, enquanto o site de entretenimento TMZ veiculou três textos a respeito — sinal de que o episódio captou atenção além do público de Wall Street.
Fonte: O Antagonista



0 Comentários