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Na Mira do Povo

Fiscalização aponta que 56,8% dos portais de notícias de Porto Velho apresentam ressalvas, diz relatório oficial


44 portais de notícias de Porto Velho foram fiscalizados pela prefeitura de Porto Velho

Porto Velho, RO - Um relatório geral de fiscalização dos portais de notícias de Porto Velho revelou que mais da metade dos veículos analisados apresenta algum tipo de inconsistência relacionada à transparência institucional, identificação física ou estrutura operacional, o site O OBSERVADOR, cumpriu 100% das regras estabelecidas através de portaria da SECOM da prefeitura.

O documento faz parte do Processo Eletrônico nº 021.000251/2026-93 e foi concluído no dia 15 de abril de 2026 pela Comissão de Fiscalização responsável pela análise dos portais de notícias que atuam no município.

44 portais foram fiscalizados

Segundo o relatório, ao todo foram analisados 44 portais de notícias, incluindo verificação dos sites e fiscalização presencial dos endereços informados pelos veículos de comunicação.

Após a análise técnica, os portais foram classificados da seguinte forma:
  • 17 portais considerados regulares (38,6%);
  • 25 classificados como regulares com ressalvas (56,8%);
  • 2 considerados irregulares (4,5%).
  • Transparência institucional foi o principal problema identificado De acordo com o relatório, a maior parte das irregularidades encontradas está relacionada à falta de informações obrigatórias nos sites, especialmente dados institucionais e de identificação dos responsáveis pelos veículos.
Entre as principais inconformidades apontadas estão:
  • Ausência de CNPJ em 13 portais;
  • Falta de endereço físico em 9 sites;
  • Ausência de placa ou identificação física em 10 empresas;
  • Falta de jornalista responsável ou número de DRT em 5 portais;
  • Funcionamento em ambiente residencial em 3 casos;
  • Ausência de e-mail para contato em 3 veículos;
  • Falta de redação física em 1 portal;
  • Informações desatualizadas em 1 caso;
  • Ausência total de informações de contato em 1 portal.
Dois portais foram considerados irregulares

O relatório também destaca que dois portais foram classificados como irregulares devido à inexistência de endereço físico válido e ausência simultânea de informações essenciais, como CNPJ e endereço da empresa.

Segundo a comissão, essas condições dificultam a verificação das atividades operacionais e comprometem a transparência exigida para o funcionamento dos veículos.

Comissão recomenda adequações imediatas

O documento conclui que os portais analisados precisam realizar adequações importantes para atender às exigências solicitadas pelo Ministério Público.

Entre as recomendações feitas pela comissão estão:
  • Regularização da divulgação do CNPJ;
  • Atualização dos endereços físicos;
  • Identificação do jornalista responsável e respectivo DRT;
  • Instalação de placas de identificação nos imóveis;
  • Atualização permanente dos dados institucionais nos sites.
Fiscalização teve análise presencial e digital

A comissão informou que a fiscalização incluiu visitas presenciais aos endereços cadastrados pelos portais e análise técnica das informações disponibilizadas nos ambientes digitais.

Os relatórios individuais de cada portal fiscalizado foram anexados ao processo eletrônico e detalham as condições encontradas em cada veículo de comunicação.

O relatório foi assinado por:
  • Filipe Bruno Marques de Carvalho, presidente da Comissão de Fiscalização;
  • Gabriel Cunha Machado;
  • Fabio da Cunha Valderez;
  • Deidvan Costa de Oliveira

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