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Na Mira do Povo

Gleisi chama família Bolsonaro de ‘traidora’ da pátria

Em publicação nas redes sociais, a petista afirmou que a medida representa uma ameaça à soberania brasileira. Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

Porto Velho, RO - A ex-ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann criticou na noite desta quinta-feira, 28, a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em publicação nas redes sociais, a petista afirmou que a medida representa uma ameaça à soberania brasileira e acusou a família Bolsonaro de apoiar uma interferência estrangeira nos assuntos internos do país.

“Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria (sic), festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional. Podem dar o nome que quiserem – terrorismo, máfia, facção – crime é crime, tem de ser combatido. E quem mais está se esforçando no combate ao crime organizado no Brasil é o governo do presidente Lula”, disse Gleisi.

Na manifestação, a ministra citou a Operação Carbono Oculto II, deflagrada nesta semana, como exemplo de iniciativa voltada a atingir a estrutura financeira do PCC e esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo ela, o governo tem concentrado esforços no enfrentamento das organizações criminosas por meio da desarticulação de suas redes econômicas e financeiras.

“Já temos a Lei Antifacção, precisamos agora terminar de aprovar a PEC da segurança, que fortalece o sistema de segurança pública no Brasil e o enfrentamento dessas facções, sem deixar vulneráveis aos interesses estrangeiros nossas riquezas, o petróleo, terras raras, a Amazônia, nossa água” disse Gleisi.

“Essa investida dos EUA hoje não é contra o crime, é contra nossa soberania, o que está sendo incentivado pelos interesses da família Bolsonaro. Vendilhões. O Brasil não pode se curvar a isso”, complementou a ex-ministra.

Em comunicado oficial divulgado nesta quinta, o secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, afirmou que a classificação do PCC e co CV como “Terroristas Globais Especialmente Designados” visa dar ferramentas para proteger “interesses de segurança nacional”.

“O governo Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo as drogas ilícitas longe de nossas ruas e interrompendo o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos”, afirmou Rubio.

O secretário classificou o CV e o PCC como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e afirmou que os grupos “comandam milhares de membros” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

Segundo o comunicado, a influência das facções já ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os próprios Estados Unidos.

“A ação tomada hoje pelo Departamento de Estado demonstra ainda mais o compromisso inabalável do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, acrescentou Rubio.

Fonte: O Antagonista

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