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Na Mira do Povo

TRE-RO promove Semana de Combate ao Assédio e à discriminação com foco em acolhimento e dignidade no trabalho

Evento reforçou a importância do respeito, da inclusão e da saúde mental no ambiente de trabalho.. “Respeito, inclusão e dignidade fortalecem ambientes de trabalho mais humanos.” Arquivo: Ascom/TRE-RO.

Porto Velho, RO - O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) realizou, entre os dias 18 e 22 de maio, a Semana de Combate ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação. Com o tema "Ambientes que Acolhem: Respeito, Inclusão e Dignidade no Trabalho", a iniciativa reafirmou o compromisso da instituição com a construção de espaços laborais mais saudáveis, seguros e plurais.

Abertura: O impacto invisível e a gestão de limites

A abertura do evento contou com a participação do desembargador Daniel Lagos e da psicóloga Priscila Talevi. Em sua palestra, Talevi abordou o "impacto invisível" do assédio, referindo-se às feridas psicológicas que ocorrem "debaixo da pele" e que nem sempre são acessíveis aos outros. Utilizando a metáfora de "fechar a janela", a especialista destacou a importância de os servidores e colaboradores aprenderem a manifestar desconfortos e estabelecer limites para evitar que conflitos internalizados gerem adoecimento.

O desembargador Daniel Lagos ressaltou que, embora a cobrança de resultados e a execução de tarefas sejam parte do compromisso institucional, elas devem sempre ocorrer de forma respeitosa, garantindo a lealdade e a dignidade da pessoa humana.

“É respeitar o outro, como ele é. O que desrespeitar é adjetivar. Não adjetiva, respeite o outro na condição de outro, não precisa ser igual a você. No ambiente de trabalho é a mesma coisa. Ele que deve dizer qual o espaço que você pode se aproximar dele. Esse é o mais saudável, esse é o mais respeitoso. Essa discussão institucional traz o amadurecimento, quanto mais palestras forem feitas, mas nós vamos empoderar a instituição”, disse o desembargador.

Prevenção de riscos e saúde organizacional

Na quinta-feira (21), a Dra. Meg Gomes Martins de Ávila, servidora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), discutiu a construção de ambientes saudáveis à luz da Resolução 351/2020. Ela alertou para o assédio moral organizacional, que ocorre quando métodos gerenciais abusivos focam excessivamente em metas, sem considerar a saúde do trabalhador.

Segundo a palestrante, o assédio é um mal que "implode a organização de dentro para fora", prejudicando a governança e a entrega de valor à sociedade.

A sessão também deu visibilidade a grupos mais vulneráveis à discriminação, como mulheres, pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIA+, reforçando a necessidade de um olhar atento a essas interseccionalidades.

Inclusão de terceirizados e combate ao assédio sexual

O encerramento da semana trouxe reflexões sobre o respeito institucional aos trabalhadores terceirizados e o enfrentamento ao assédio sexual. O procurador do trabalho Carlos Alberto Lopes de Oliveira enfatizou que o formato de contratação terceirizada já cria uma desigualdade estrutural que deve ser combatida com práticas de humanização. Para ele, "a diferença jurídica de vínculo é parte do regramento, mas a indiferença institucional não".

A procuradora de justiça Dra. Emília Oye encerrou as atividades apresentando estatísticas alarmantes sobre violência sexual e reforçando que o assédio é uma grave violação dos direitos humanos. Ela orientou as vítimas sobre a importância de buscar apoio e utilizar os canais de denúncia, destacando que o combate ao assédio exige uma mudança cultural contínua.

Confira tudo o que aconteceu no canal do TRE-RO.

Compromisso permanente

A Semana de Combate ao Assédio de 2026 concluiu que a proteção à saúde mental e o respeito mútuo. O Tribunal segue investindo em canais de acolhimento, como a Ouvidoria e as Comissões de Assédio, para garantir que o ambiente de trabalho seja, acima de tudo, um espaço de dignidade e cooperação.


Fonte: Assessoria de Comunicação do TRE-RO

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