
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) realizou uma capacitação voltada para motoristas de aplicativo com o objetivo de acolher e transportar gratuitamente mulheres em situação de violência. A atividade inaugural ocorreu em parceria com a empresa Urbano Norte, e a iniciativa prevê a participação de outras empresas do setor para expandir a rede de apoio em municípios do estado.
A formação foi conduzida pela promotora de Justiça Tânia Garcia e contou com a participação por videoconferência da promotora Eiko Danieli Vieira Araki. Durante o encontro, os profissionais receberam orientações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo abusos psicológicos, patrimoniais e físicos, além de aprenderem a identificar sinais de alerta em relacionamentos abusivos.
Segundo a proposta apresentada, a presença cotidiana dos motoristas nas ruas pode transformar o transporte em uma oportunidade para que as passageiras conheçam canais de denúncia e serviços disponíveis. As diretrizes destacam que a atuação dos profissionais deve ocorrer sem expor passageiros ou motoristas a riscos, priorizando a segurança em casos de ameaça ou perseguição.
Os participantes foram instruídos a ouvir as passageiras sem julgamentos e a facilitar o acesso a serviços especializados quando necessário. Em situações de perigo, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e conduzir a vítima a um local seguro, como uma delegacia, sem que o motorista realize confrontos diretiros com agressores.
O projeto também viabiliza o transporte gratuito por meio de vouchers, com o propósito de solucionar dificuldades de deslocamento enfrentadas por vítimas na chamada rota crítica. Esse trajeto inclui visitas a delegacias, institutos médicos legais, unidades de saúde e serviços de apoio psicológico após o registro de denúncias.
Durante o evento, foram apresentados materiais informativos como o violentômetro e marcadores de página contendo canais de orientação, que devem ser disponibilizados nos veículos. O atendimento de emergência é realizado pelo telefone 190, denúncias de violações de direitos humanos pelo Disque 100, e a Ouvidoria do MPRO atende pelo número 127.
Fonte: Na Mira do Povo, com informações do Ministério Público.


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