Com o pôr do sol e a escuridão cobrindo a paisagem, ocorrerá um raro fenómeno solar que é considerado pelos cientistas um dos momentos astronómicos mais marcantes da era moderna

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Com o pôr do sol e a escuridão cobrindo a paisagem, ocorrerá um raro fenómeno solar que é considerado pelos cientistas um dos momentos astronómicos mais marcantes da era moderna

Para descobrir se uma cidade ficará na faixa de totalidade, é necessário usar mapas especializados disponíveis em observatórios, universidades e plataformas científicas. Eclipse. Créditos: depositphotos.com / kevron2002

Porto Velho, RO - Um eclipse solar total transforma o meio do dia em algo próximo ao entardecer em partes específicas do planeta, alterando a luz ambiente, reduzindo a temperatura por alguns graus e mobilizando astrónomos, curiosos, viajantes e serviços de proteção civil para observar um fenómeno previsível, mas cuja experiência depende de localização, meteorologia, segurança ocular e planeamento.

O que é o caminho da totalidade no eclipse solar de 2026

O caminho da totalidade é a faixa estreita na superfície da Terra onde o disco solar será totalmente coberto pela Lua, fazendo o dia parecer noite por alguns minutos.

Fora desse corredor, o eclipse é apenas parcial: o Sol fica “mordido”, a luminosidade diminui, mas nunca desaparece por completo. No eclipse de 23 de fevereiro de 2026, mapas astronómicos indicam com antecedência quais cidades estarão dentro dessa faixa.

Só quem estiver na totalidade verá a coroa solar em detalhe e sentirá a diferença mais marcante na luz, na temperatura e na experiência visual do fenómeno.

Como saber se a sua localização permite ver a totalidade

Para descobrir se uma cidade ficará na faixa de totalidade, é necessário usar mapas especializados disponíveis em observatórios, universidades e plataformas científicas.

Neles, o utilizador insere a localidade ou coordenadas e verifica se está na totalidade, na parcialidade ou fora da área de visibilidade.

Alguns desses mapas indicam também horários de início, máximo e fim do eclipse, ajudando a planear deslocações.

Assim, é possível decidir se compensa viajar dezenas ou centenas de quilómetros para entrar no caminho da totalidade e maximizar a experiência.

Quais são as diferenças entre totalidade, parcialidade e ausência de eclipse

As diferentes zonas de visibilidade alteram não só o espetáculo visual, mas também os cuidados necessários.

Compreender essas categorias ajuda a ajustar expectativas, definir o tipo de proteção ocular e decidir o esforço de deslocação para observar o evento.

Totalidade: Sol 100% coberto; coroa solar visível; breves minutos de observação segura a olho nu apenas durante a totalidade.
Parcialidade elevada: grande parte do disco coberta, mas com brilho intenso, exigindo proteção ocular durante todo o período.
Fora da faixa: nenhuma alteração relevante na luminosidade ou apenas um eclipse muito tangencial e discreto.

Quais são os principais cuidados de segurança durante o eclipse

A proteção ocular é essencial em qualquer fase em que parte do Sol esteja visível, pois a retina não sente dor imediata e pode ser danificada sem aviso.

Devem ser usados óculos certificados ISO 12312-2, comprados de fabricantes ou distribuidores confiáveis, em todas as fases parciais.

Binóculos, telescópios e câmaras precisam de filtros solares na frente da objetiva, e óculos de eclipse não substituem esses filtros.

É recomendável fazer pausas na observação, sobretudo com crianças, e evitar materiais improvisados, como óculos escuros comuns, vidros escurecidos ou radiografias.

Por que o eclipse solar de 2026 é importante cientificamente e socialmente

Um eclipse solar total funciona como um laboratório natural para estudar o clima espacial, permitindo observar a coroa solar e estruturas ligadas ao campo magnético com maior clareza.

Esses dados, combinados com medições de satélites, aperfeiçoam modelos que preveem tempestades solares com impacto em comunicações e redes elétricas.

Do ponto de vista social, o eclipse tende a reunir famílias, escolas e grupos de astronomia em espaços abertos, criando uma experiência coletiva marcante.

Especialistas recomendam preparar equipamentos fotográficos com antecedência e reservar alguns minutos apenas para sentir a mudança de luz, o arrefecimento do ambiente e a reação das pessoas e animais ao redor.

Fonte: O Antagonista

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