TCE-RO aponta risco na saúde: contrato emergencial milionário em Guajará-Mirim levanta alerta

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Na Mira do Povo

TCE-RO aponta risco na saúde: contrato emergencial milionário em Guajará-Mirim levanta alerta


Porto Velho, RO - Uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia acendeu um importante alerta sobre a gestão da saúde pública no estado. O foco está na atuação da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia na administração do Hospital Regional de Guajará-Mirim.
 
ENTENDA O CASO

O processo nº 536/2025 analisa a contratação emergencial de uma empresa para gerir toda a estrutura física, equipe e serviços médico-hospitalares da unidade. O contrato inicial já ultrapassava R$ 89,6 milhões, com o objetivo de garantir atendimento contínuo à população.

No entanto, o tribunal identificou problemas relevantes:
  • Falta de publicação do edital para contratação definitiva
  • Dependência contínua de contratos emergenciais
  • Risco concreto de interrupção dos serviços de saúde
CUMPRIMENTO APENAS PARCIAL

Segundo o relator, o conselheiro Jailson Viana de Almeida, a SESAU cumpriu apenas formalmente a determinação anterior.

Ou seja:
Embora tenha iniciado um processo administrativo para resolver a situação, não concluiu a licitação necessária, o que mantém a contratação em caráter emergencial — algo que deve ser temporário por lei.
 
NOVO CONTRATO AUMENTA PREOCUPAÇÃO

A situação se agravou com a assinatura de um novo contrato emergencial:
  • Valor saltou para R$ 110,5 milhões
  • Mesma empresa foi contratada novamente
  • Sem conclusão da licitação definitiva
Esse cenário levanta suspeitas sobre:
  • Possível “emergência fabricada” (falta de planejamento)
  • Legalidade da recontratação da mesma empresa
  • Justificativa para o aumento expressivo de custos
PRAZO FINAL E MULTA

O TCE-RO determinou medidas rígidas:
  • Prazo improrrogável de 60 dias para publicação do edital e conclusão do processo licitatório
  • Proibição de novas contratações emergenciais
  • Multa de até R$ 81 mil em caso de descumprimento
A responsabilidade recai sobre o atual secretário de saúde, Edilton Oliveira dos Santos.
 
NOVA INVESTIGAÇÃO EM CURSO

Além disso, o tribunal mandou abrir um novo processo específico para investigar:
  • Legalidade do novo contrato emergencial
  • Motivo do aumento de valores
  • Existência de falhas de planejamento
  • Garantia de recursos financeiros
RISCO À POPULAÇÃO

O ponto mais crítico destacado pelo TCE é o risco de descontinuidade no atendimento hospitalar, caso a situação não seja regularizada a tempo.

A decisão reforça que contratos emergenciais não podem virar regra, sob pena de comprometer a legalidade e a eficiência da gestão pública.
 
RESUMO SEO

TCE-RO investiga contrato emergencial milionário na saúde de Rondônia, aponta falhas da SESAU, risco de interrupção no Hospital de Guajará-Mirim e determina prazo com multa para regularização.

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