Após afirmar que acordo estava próximo, presidente dos EUA diz que texto ainda não foi concluído e pede cautela aos negociadores. Imagem: The White House
Porto Velho, RO - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 24, que o acordo em negociação com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio ainda não está concluído nem teve seus termos definidos publicamente.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que “ninguém o viu ou sabe o que é” e que o texto “nem mesmo está totalmente negociado ainda”.
Trump voltou a defender que um eventual acordo impediria Teerã de desenvolver armas nucleares e afirmou que o pacto seria diferente do acordo firmado durante o governo de Barack Obama.
Segundo ele, o acordo anterior “deu ao Irã grandes quantias de DINHEIRO e um caminho claro e aberto para uma arma nuclear”.
Mudança de tom
As declarações representam uma mudança de tom em relação ao sábado, quando Trump afirmou que o acordo estava próximo de ser fechado.
Horas depois, porém, ameaçou “explodi-los em mil infernos” caso não houvesse consenso até este domingo.
Agora, o presidente americano afirma ter orientado seus negociadores a agir sem pressa.
“As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva”, escreveu.
Estreito de Ormuz
Ele também afirmou que o bloqueio americano no Estreito de Ormuz seguirá em vigor até que um acordo seja “alcançado, certificado e assinado”.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial passava pela região.
O bloqueio imposto pelos EUA ocorreu após o Irã restringir o tráfego marítimo em resposta aos ataques americanos e israelenses iniciados em fevereiro.
Segundo o jornal The New York Times, autoridades americanas e iranianas discutem um entendimento preliminar que envolveria a reabertura do estreito em troca da entrega do arsenal nuclear iraniano.
O Irã, no entanto, continua a rejeitar exigências americanas para o encerramento definitivo de seu programa nuclear.
Fonte: O Antagonista


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