Tribunal de Contas aguarda conclusão da análise técnica antes de decidir sobre eventual suspensão do Chamamento Público para contratação de artistas e serviços culturais
Porto Velho RO - O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) decidiu manter em aberto a análise de um pedido de suspensão do Edital de Chamamento Público nº 001/2026/FUNCULTURAL-ASTEC, promovido pela Fundação Cultural de Porto Velho (FUNCULTURAL).
A decisão foi proferida pelo conselheiro Paulo Curi Neto no Processo nº 000737/26, que apura supostas irregularidades no credenciamento de pessoas físicas e jurídicas para prestação de serviços culturais e artísticos destinados ao calendário oficial de eventos do município.
Entenda o caso
A investigação teve origem em uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do TCE-RO, apontando possíveis ilegalidades no edital lançado pela FUNCULTURAL.
O chamamento público tem como objetivo credenciar artistas, produtores culturais, empresas e demais profissionais do setor para futuras contratações durante eventos promovidos pela Prefeitura de Porto Velho ao longo de 2026.
Inicialmente, a equipe técnica do Tribunal identificou indícios suficientes para abertura de fiscalização e chegou a sugerir a suspensão dos efeitos da homologação do certame.
Tribunal pediu explicações à FUNCULTURAL
Antes de decidir sobre uma medida cautelar, o relator determinou que a Fundação Cultural apresentasse esclarecimentos sobre diversos pontos considerados sensíveis no procedimento.
Entre eles:
- Critérios utilizados para nomeação do agente de contratação;
- Metodologia empregada na pesquisa de preços;
- Situação atual das homologações e contratações realizadas;
- Possíveis impactos da homologação parcial antes do encerramento dos recursos administrativos.
Em resposta ao TCE, o presidente da FUNCULTURAL, Vanderlei Pereira da Silva, afirmou que o processo seguiu os parâmetros previstos na Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações.
Segundo a fundação, o credenciamento adotado possui natureza contínua e permite:
- Inscrições permanentes;
- Habilitações sucessivas;
- Homologações parciais;
- Convocações conforme a necessidade da administração.
Medidas corretivas já foram adotadas
A FUNCULTURAL comunicou ainda que promoveu ajustes administrativos após os questionamentos levantados durante a fiscalização.
Entre as medidas anunciadas estão:
- Reabertura complementar das inscrições;
- Reorganização da fase recursal;
- Ampliação da publicidade do certame;
- Consolidação das listas de credenciados;
- Fortalecimento dos mecanismos de controle interno.
TCE ainda não decidiu sobre suspensão
Apesar das justificativas apresentadas pela administração municipal, o Tribunal considerou necessária uma análise mais aprofundada dos documentos encaminhados.
Por isso, a decisão sobre eventual concessão de medida cautelar foi novamente adiada.
O processo foi encaminhado à Secretaria-Geral de Controle Externo (SGCE), que deverá:
- Verificar se os esclarecimentos apresentados são suficientes;
- Avaliar a legalidade dos atos praticados;
- Examinar a necessidade de suspensão do edital;
- Identificar eventuais irregularidades;
- Individualizar responsabilidades dos agentes públicos envolvidos.
Na decisão, o conselheiro Paulo Curi Neto autorizou a realização de novas diligências e determinou que a área técnica aprofunde a análise do caso.
Somente após a conclusão dessa etapa o Tribunal decidirá se haverá ou não a adoção de medidas cautelares contra o chamamento público da FUNCULTURAL.
Até o momento, o edital continua produzindo efeitos normalmente.
Principais pontos da decisão
✅ Fiscalização segue em andamento;
✅ FUNCULTURAL apresentou defesa e documentos;
✅ Tribunal autorizou novas diligências;
✅ Área técnica fará análise aprofundada;
❌ Pedido de suspensão ainda não foi decidido;
✅ Edital permanece em vigor até nova deliberação.


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