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Na Mira do Povo

TCE-RO amplia investigação sobre contrato de R$ 141 milhões do Hospital Regional de Guajará-Mirim e concede mais 60 dias para auditoria

Tribunal de Contas de Rondônia autoriza novo prazo para aprofundar fiscalização do contrato da Sesau com empresa responsável pela gestão do Hospital Regional de Guajará-Mirim

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) decidiu conceder mais 60 dias para que a equipe técnica conclua a fiscalização do Contrato nº 141/2025/PGE-SESAU, firmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para a gestão do Hospital Regional de Guajará-Mirim.

A decisão foi proferida pelo conselheiro Jailson Viana de Almeida no âmbito do Processo nº 3761/2025, que acompanha a legalidade da contratação realizada por meio da Dispensa Eletrônica nº 90512/2024.
 
TCE-RO investiga contrato da gestão do Hospital Regional de Guajará-Mirim

A fiscalização tem como objetivo verificar se houve regularidade tanto na contratação quanto na execução do contrato firmado entre a Sesau e a empresa Mittel S.A.

O acordo prevê o gerenciamento completo da unidade hospitalar, incluindo:
  • administração da estrutura física;
  • contratação e gerenciamento de profissionais da saúde;
  • fornecimento de medicamentos e insumos;
  • prestação de serviços médico-hospitalares essenciais à população de Guajará-Mirim.
A análise foi determinada após decisão anterior do Tribunal que identificou a necessidade de uma fiscalização específica sobre o contrato.
 
Auditoria é considerada complexa

Segundo a Secretaria-Geral de Controle Externo (SGCE), a investigação exige uma análise detalhada devido à complexidade dos serviços prestados.

Entre os pontos que ainda estão sendo examinados estão:
  • a legalidade da dispensa de licitação;
  • a caracterização da situação emergencial que justificou a contratação direta;
  • a formação dos preços;
  • a execução física e financeira do contrato;
  • os pagamentos realizados;
  • a comprovação dos serviços efetivamente prestados;
  • a atuação dos fiscais e gestores do contrato;
  • o cruzamento de informações obtidas em diferentes bancos de dados;
  • a validação das evidências coletadas durante a auditoria.
De acordo com a unidade técnica, ainda restam procedimentos indispensáveis para que seja elaborado um relatório conclusivo.
 
Relator autoriza novo prazo

O pedido de prorrogação foi apresentado pela Coordenadoria Especializada em Fiscalização de Atos e Contratos (CECEX-8), que alegou a necessidade de aprofundar as investigações.

Ao analisar a solicitação, o conselheiro Jailson Viana de Almeida entendeu que a complexidade do caso justifica a ampliação do prazo.

Na decisão, o relator destacou que uma análise detalhada é essencial para garantir segurança jurídica, respeito ao contraditório e uma fiscalização eficiente dos recursos públicos destinados à saúde.
 
TCE-RO afirma que não há risco de prescrição

Outro ponto ressaltado na decisão é que a ampliação do prazo não compromete a duração razoável do processo.

Segundo a equipe técnica, os fatos investigados ocorreram a partir de 2024 e, neste momento, não existe risco de prescrição das possíveis irregularidades, permitindo que a auditoria seja realizada com maior profundidade.
 
Fiscalização poderá incluir novas diligências

Além da prorrogação por mais 60 dias, o Tribunal autorizou a Secretaria-Geral de Controle Externo a realizar todas as diligências necessárias para esclarecer os fatos.

Isso significa que a equipe técnica poderá:
  • solicitar novos documentos;
  • realizar análises complementares;
  • confrontar dados financeiros;
  • verificar a execução dos serviços no hospital;
  • aprofundar a apuração sobre a gestão do contrato.
O que decidiu o TCE-RO

Na decisão monocrática, o Tribunal determinou:
  • conceder mais 60 dias para conclusão da fiscalização técnica;
  • autorizar novas diligências durante a auditoria;
  • intimar o Ministério Público de Contas sobre a decisão;
  • encaminhar novamente o processo à Secretaria-Geral de Controle Externo para continuidade das investigações.
Próximos passos

Com a prorrogação autorizada, a equipe técnica do TCE-RO deverá concluir a auditoria e apresentar um relatório final apontando se houve ou não irregularidades na contratação e na execução do contrato do Hospital Regional de Guajará-Mirim.

Somente após a conclusão dessa análise o Tribunal decidirá se arquiva o processo ou adota novas medidas, como determinações, recomendações ou eventual responsabilização dos gestores envolvidos, caso sejam encontradas irregularidades.

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